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Programas de Ensaios de Proficiência (PEPs)

2ª Ed. do PEP de Calibração na área de Tempo e Frequência

Informações atualizadas em 14/06/2018
  • Assessora da Diretoria: Dra. Vera M. L. Ponçano – Remesp; 
  • Gerente da Qualidade e Coordenadora: Quím. Renata Cardoso de Sá – Remesp; 
  • Coordenador Técnico: Tecgº. Pablo Tassi Tomaz – Remesp; 
  • Especialista: MSc. Francisco José de Oliveira Maia - Avaliador Cgcre.

Para o presente programa ficou definido, que o valor designado e sua incerteza serão obtidos com base em três certificados de calibração de apenas um laboratório acreditado.

Para obtenção do valor designado será utilizada a media dos resultados das calibrações executadas pelo laboratório de referência.

Encerramento das inscrições: 13 de julho de 2018;

Início das comparações: 1 de agosto de 2018;

Fim das comparações: Janeiro de 2019;

Envio do relatório aos participantes: Fevereiro de 2019;

Reunião de apresentação do relatório: Fevereiro de 2019 (caso seja necessário);

Término do Programa - Relatório final: Março de 2019.

2ª Ed. do PEP de Calibração na área de Tempo e Frequência - Medidor de Frequencia

ANÁLISE DOS RESULTADOS EM PROGRAMAS DE COMPARAÇÃO INTERLABORATORIAL

O índice Escore Z é um dos modos de avaliar o desempenho do laboratório em comparações de resultados em Programas de Ensaios de Proficiência. O conceito da estatística "z" da distribuição normal é a base matemática desta técnica. O valor de "z" para cada laboratório é obtido calculando a expressão z = (x - µ)/σ; onde: "x" é o valor do resultado obtido pelo laboratório participante, "µ" é a estimativa do valor verdadeiro e ”σ” é a estimativa do desvio padrão para "µ".

A aceitação de desempenho do laboratório segue o seguinte critério: | z | < 2 indica desempenho satisfatório; se 2 < | z | < 3, o desempenho é questionável; e quando | z | > 3 o desempenho é considerado não satisfatório.

Quando não existir o valor considerado como "verdadeiro", para o cálculo da estimativa de "µ", poderá ser considerado o valor da média do conjunto de laboratórios selecionados, excluídos os valores dispersos após a aplicação de testes de rejeição de Cochran e de Grubbs.

Deve-se considerar que, mesmo com a aplicação dos testes para os dispersos, dependendo dos graus de liberdade envolvidos (número de laboratórios participantes), a estimativa da média poderá estar afetada pelos valores extremos. Nesse caso são utilizadas a mediana (md) e o intervalo interquartílico normalizado.

Como não é consenso a nível internacional a rejeição de valores dispersos, uma solução encontrada foi o uso de estatísticas robustas como, por exemplo, a mediana (md) ou a média robusta, associada respectivamente ao intervalo interquartílico normalizado ou ao desvio padrão robusto.

Outro recurso é a análise dos resultados feita por meio do cálculo do Erro Normalizado. Este método tem uma aplicação ampla e compara o resultado da medição de cada participante com um Valor Designado, levando-se em consideração suas incertezas. O método se aplica em casos onde se conhece ou pode-se calcular o Valor Designado (valor verdadeiro) e a incerteza de seu valor, bem como quando se conhece as incertezas expandidas e coeficiente de expansão de cada um dos participantes. Neste caso o erro normalizado () é calculado pela expressão:

 

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Valores de  menores ou iguais à unidade indicam desempenho satisfatório do laboratório participante, isto é, o desvio do valor do laboratório, em relação ao Valor Designado é menor do que as incertezas de medição associadas. Valores de  maiores que a unidade indica desempenho não satisfatório do laboratório participante, ou seja, as incertezas de medição não conseguem explicar o desvio do valor do laboratório em relação ao Valor Designado.