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Programas de Ensaios de Proficiência (PEPs)

1ª Ed. do PEP em Ensaios Mecânicos - Ensaio de Tração em Materiais Metálicos

Informações atualizadas em 04/06/2019
  • Coordenador Técnico:Tecgº Pablo Tassi Tomaz – Remesp;
  • Gerente da Qualidade e Coordenadora do Programa: Quím. Renata Cardoso de Sá – Remesp;
  • Especialista: Esp. Eduardo Ferreira Garcia – Consultor Independente

O valor designado pode ser obtido de diferentes maneiras, a saber:

  1. Com base no valor de consenso de todos os participantes.
  2. Com base no valor de consenso dos laboratórios acreditados dentre os participantes.
  3. Com base em um certificado de calibração de apenas um laboratório acreditado.
  4. Com base em um certificado de calibração, emitido pelo Inmetro.

           

Para o presente Programa ficou definido, que o valor designado será obtido conforme o item a.

  • Encerramento das inscrições: 28 de junho de 2019;
  • Início das comparações: 29 de julho de 2019;
  • Fim das comparações: 19 de agosto de 2019;
  • Envio do relatório aos participantes: outubro de 2019;
  • Reunião de apresentação do relatório: outubro de 2019 (caso a realização seja necessária);
  • Término do Programa - Relatório final: novembro de 2019.

ANÁLISE DOS RESULTADOS EM PROGRAMAS DE COMPARAÇÃO INTERLABORATORIAL

O índice Escore Z é um dos modos de avaliar o desempenho do laboratório em comparações de resultados em Programas de Ensaios de Proficiência. O conceito da estatística "z" da distribuição normal é a base matemática desta técnica. O valor de "z" para cada laboratório é obtido calculando a expressão z = (x - µ)/σ; onde: "x" é o valor do resultado obtido pelo laboratório participante, "µ" é a estimativa do valor verdadeiro e ”σ” é a estimativa do desvio padrão para "µ".

A aceitação de desempenho do laboratório segue o seguinte critério: | z | < 2 indica desempenho satisfatório; se 2 < | z | < 3, o desempenho é questionável; e quando | z | > 3 o desempenho é considerado não satisfatório.

Quando não existir o valor considerado como "verdadeiro", para o cálculo da estimativa de "µ", poderá ser considerado o valor da média do conjunto de laboratórios selecionados, excluídos os valores dispersos após a aplicação de testes de rejeição de Cochran e de Grubbs.

Deve-se considerar que, mesmo com a aplicação dos testes para os dispersos, dependendo dos graus de liberdade envolvidos (número de laboratórios participantes), a estimativa da média poderá estar afetada pelos valores extremos. Nesse caso são utilizadas a mediana (md) e o intervalo interquartílico normalizado.

Como não é consenso a nível internacional a rejeição de valores dispersos, uma solução encontrada foi o uso de estatísticas robustas como, por exemplo, a mediana (md) ou a média robusta, associada respectivamente ao intervalo interquartílico normalizado ou ao desvio padrão robusto.

Outro recurso é a análise dos resultados feita por meio do cálculo do Erro Normalizado. Este método tem uma aplicação ampla e compara o resultado da medição de cada participante com um Valor Designado, levando-se em consideração suas incertezas. O método se aplica em casos onde se conhece ou pode-se calcular o Valor Designado (valor verdadeiro) e a incerteza de seu valor, bem como quando se conhece as incertezas expandidas e coeficiente de expansão de cada um dos participantes. Neste caso o erro normalizado () é calculado pela expressão:

 

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Valores de  menores ou iguais à unidade indicam desempenho satisfatório do laboratório participante, isto é, o desvio do valor do laboratório, em relação ao Valor Designado é menor do que as incertezas de medição associadas. Valores de  maiores que a unidade indica desempenho não satisfatório do laboratório participante, ou seja, as incertezas de medição não conseguem explicar o desvio do valor do laboratório em relação ao Valor Designado.